Dauzito sempre nos ensinando

dauzito- preconceito

 

O preconceito torna as pessoas incapazes de ver a verdade. É ele que faz com que entendamos as coisas através de um filtro que a tudo distorce e re-significa. É por isso que alguns pensam que mulheres são mais frágeis, baianos são preguiçosos, portugueses tem pouca inteligência e pessoas com down são boazinhas e resignadas.
Precisamos travar uma luta diária contra esses conceitos limitantes, forçando-nos a enxergar além deles e, assim, construirmos uma sociedade mais justa e fraterna.

‘Meu sonho é Oscar’, afirma atriz com Down que concorre no Press Awards

Tathi Piancastelli quer prêmio de melhor atriz na edição do USA 2016. Ela descobriu talento quando era criança e morava em Campinas, SP.

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“É uma batalha minha, tudo o que eu quero é a inclusão”, conta a atriz Tathiana Piancastelli, de 31 anos, indicada ao prêmio de melhor atriz no “Brazilian International Press Awards USA 2016”, que ocorre neste sábado (7). Em entrevista ao G1, Thati, que tem Síndrome de Down, contou que sua paixão por teatro surgiu quando era criança e morava em Campinas (SP).

A jovem escreveu e protagonizou a peça “Menina dos Meus Olhos”, que também foi indicada e concorre na categoria Teatro/Espetáculos no mesmo prêmio. “Eu me senti muito bem com a indicação ao prêmio, é muita emoção e é bom para a inclusão”, afirma a atriz.

A peça conta a história da adolescente Bela, que está em busca do amor e da aceitação social.

Profissional
Segundo Thati, ela é a primeira pessoa com Síndrome de Down do mundo a escrever e protagonizar uma peça de teatro profissional.

O espetáculo “Menina dos Meus Olhos” foi apresentado em português, com legendas em inglês, pela primeira vez em Nova York em 2013 e no 30º Festival Internacional de Teatro Hispânico de Miami no ano passado.

A peça foi aprovada pela Lei Roaunet para turnê no Brasil, com apresentações previstas no Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, mas as datas ainda não foram definidas.

Tathiana Piancastelli, atriz com síndrome de Down. (Foto: Tathiana Piancastelli/ Arquivo pessoal)Tathiana Piancastelli, atriz com síndrome de Down
(Foto: Cris Ulla)

Oscar
“O meu sonho é ganhar um Oscar, mas primeiro eu preciso aprender melhor inglês para chegar a concorrer. É um sonho meu ter um prêmio como melhor atriz”, afirma Thati.

A atriz está aprendendo inglês para poder ampliar sua participação em peças. “Meu namorado é americano e me ajuda muito. Ele também tem Síndrome de Down e me inspiro nele para falar inglês. Enquanto aprendo, usamos tradutor e a linguagem corporal”, explica a jovem.

Amor por arte e teatro
Tathi conta que foi em Campinas que começou seus estudos em artes cênicas. “Estudei teatro livre e foi meu pai que descobriu que eu tinha talento. Minha família também percebia esse talento”, lembra.

A atriz conta que já atuou em várias peças como “Um Homem é Um Homem”, de Nelson Rodrigues, “Clarão nas Estrelas” e no musical “Grease”. Apesar da paixão pelo teatro, ela destaca que chegou a trabalhar como assistente de fisioterapia e como auxiliar de cabeleireiro, profissão que mantém até hoje, em Miami, nos Estudos Unidos, onde vive com sua família.

No entanto, foi apenas nos Estados Unidos que Tathi teve inspiração para escrever a sua primeira peça.

“Eu amo a Broadway, aquelas luzes encantadas, eu comecei a ver esses espetáculos e ficar emocionada. Me deu vontade de escrever minha própria peça”, conta Thati.

Além de escrever, Thati também atua na peça. “Eu me dei a principal, essa coisa de aparecer mais é comigo. A primeira vez que subi no palco a emoção veio muito em mim”, conta.

A mãe da atriz, Patrícia Heiderich, conta que Tathi sempre foi desinibida. “Brinco que o nome dela é ‘Maria Aparecida’, ela sempre gostou de se apresentar”, diz Patrícia.

Tathi já está pensando na continuação de ‘Menina dos Meus Olhos’. “Através de uma novela que gosto muito, a ‘Em Família’ com a Bruna Marquezine, veio minha inspiração. Vou falar sobre ciúmes”, conta.

Tathiana Piancastelli, atriz com síndrome de Down, em quadrinho do Maurício de Sousa (Foto: Tathiana Piancastelli/Arquivo pessoal)Tathi foi inspiração para personagem com Down em
quadrinho do Maurício de Sousa (Foto: Arquivo pessoal)

Personagem do Maurício de Sousa
O exemplo de Tathi inspirou o cartunista Maurício de Sousa a criar uma personagem com seu nome e com Síndrome de Down.

Ela interage com a Turma da Mônica e explica que as crianças nesta condição devem ser integradas à sociedade com naturalidade.

Prêmio
O Brazilian International Press Awards USA é realizado desde 1997 e tem como intuito celebrar o talento e presença da cultura brasileira no exterior, nas categorias Artes Visuais, Língua Portuguesa, Mídia Brasileira, Arte, Cultura e Lifetimes. Ele é promovido pela Fundação Focus Brasil.

 

 

Fonte: http://viverdown.com.br/?p=5300

Militar surpreende filho com Síndrome de Down. Consegue não chorar?

Militar estava há seis meses numa missão

 

 

O militar da Força Aérea John Grieten esteve seis meses afastado da família numa missão na Ásia. Quando regressou decidiu surpreender os filhos na escola.

O primeiro foi Joshua. O jovem de 15 anos sofre de Síndrome de Down e a sua reação tem deixado muitos de lágrima no canto do olho. Visivelmente emocionado, o menino agarra-se ao pescoço do pai, enchendo-o de mimos.

Apesar da emoção, não deixa de cumprir as regras de boa educação e apresenta o pai a todos os presentes na sala.

A estudar na mesma escola estava também a sua filha mais nova. A menina de 11 anos também se mostra emocionada ao ver que o pai está de volta.

 

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/mundo/583993/militar-surpreende-filho-com-sindrome-de-down-consegue-nao-chorar

 

Especial Dia das Mães: Uma mãe especial para filhos extraordinários

Felipe Menezes/Metrópoles

 

Quando chegamos na porta da casa de Tatiana Mares Guia, fomos recebidos por abraços calorosos de seus dois filhos: Augusto, de 15 anos, e Guilherme,12 anos. A visita pareceu animar ainda mais os meninos, que logo começaram a mostrar tudo da casa, sempre sob o olhar atento de uma mãe que se adaptou às condições dos filhos e é um exemplo de perseverança e coragem.

 

 

Augusto, o mais velho, tem síndrome de Down. Guilherme tem uma síndrome rara chamada Snyder-Robinson, condição caracterizada por deficiências de raciocínio, anormalidades ósseas e musculares, e outros problemas de desenvolvimento.

No entanto, engana-se quem pensa que isso fez de Tati uma mulher vitimada pela vida ou mesmo triste com a realidade dos fatos. A servidora do Senado continuou trabalhando e levando uma rotina normal. A única diferença é a atenção, que, de acordo com ela, deve ser em tempo integral.

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

As duas gestações foram totalmente programadas. Na primeira, Tatiana, aos 33 anos, seguiu à risca todos os exames tradicionais. Cuidou da vinda do primeiro filho com total dedicação. Alguns dias após o parto, ela descobriu a alteração genética que a faria reorganizar seus planos.

No caso de Guilherme, ela confessa que a esperança havia se renovado quando percebeu que todos os exames não indicavam nada fora do comum. Entretanto, Gui havia nascido com uma paralisia no olho esquerdo e acabou tendo que fazer uma série de exames.

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

Como os exames não diziam com propriedade o que Guilherme tinha, a servidora decidiu ouvir um geneticista. O profissional indicou um Sequenciamento Completo do Exoma, um exame muito caro, mas eficiente, que identifica causas genéticas de doenças ou deficiências. Segundo Tatiana, demoraram-se 11 anos para descobrir a síndrome de Snyder-Robinson. Uma mutação tão rara que, oficialmente, somente 12 indivíduos no mundo possuem.

Os médicos dizem que são apenas 12 pessoas, mas com certeza existem muito mais. O problema é que o exame não é acessível para todo mundo, mas me ajudou a compreender o que ele precisa e o melhor de tudo: através da história do Guilherme poderemos ajudar outras crianças

Tatiana Mares Guia

Tatiana, que é espírita, buscou força na fé e diz compreender que os dois vieram ao mundo para complementar um ao outro. Segundo ela, a parceria e cumplicidade entre os irmãos é algo tão necessário para a formação deles quanto a escola. Augusto já cumpriu todo o processo educacional que a escola pode oferecer e Guilherme, fã das agitações e do barulho dos colegas de classe, continua estudando.

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

Apesar da evolução dos filhos na escola, a mãe assume que a tão falada “inclusão” é mais bonita na teoria do que na prática. “A inclusão vai ficando mais difícil à medida que eles vão crescendo. Os universos ficam diferentes”, explicou a servidora.

Existe uma corrente que briga pela inclusão de forma radical. Mas eu acho que a virtude está no meio. Na vida temos que ter bom senso para tudo. Quero que meu filho seja incluído, mas antes de tudo quero que ele seja feliz. 

Tatiana Mares Guia

Tanto carinho e amor têm feito a diferença na vida dos dois adolescentes. Judô, natação e outras formas de esporte são algumas das atividades feitas pelos meninos, que além disso esbanjam talento e criatividade. Enquanto Guilherme tem uma facilidade impressionante de memorização e gosta de dialogar, Augusto é apaixonado por pinturas, tendo uma exposição com suas obras no currículo.

Felipe Menezes/Metrópoles Felipe Menezes/Metrópoles

Diante disso, a mamãe é só orgulho e alegria. “Trato meus filhos com a intuição de mãe. Quando tenho que impor limites eu imponho, quando tenho que abraçar e cuidar eu faço isso. Sempre digo a eles que eles têm que ser o exemplo”. E complementa:  “Meus filhos me completam e jamais teria outros que fossem diferentes do que eles são.”

 

Fonte: http://www.metropoles.com/colunas-blogs/ana-luiza-favato/especial-dia-das-maes-uma-mae-especial-para-filhos-extraordinarios