A emocionante festa de despedida da mulher com Síndrome de Down que trabalhou no McDonald’s por 32 anos

Já pensou passar mais de 30 anos trabalhando no mesmo lugar? Para alguns, a ideia soa irreal, enquanto para outras pessoas a estabilidade é praticamente um sonho. Para Freia David, que trabalhou em uma unidade do McDonald’s em Massachusetts (EUA) por 32 anos, não havia nada mais natural.

Freia tem Síndrome de Down e começou a trabalhar na lanchonete em 1984, durante um programa que visava incluir pessoas com problemas cognitivos no mercado de trabalho. Desde então, ela trabalha fritando e servindo batatas no local com uma animação invejável.

Recentemente, sua mãe notou que Freia estava começando a esquecer das coisas e pediu que ela se aposentasse. Ela se retirou do trabalho, mas não sem antes receber uma grande festa, com mais de 100 pessoas presentes.

Os colegas também não se esqueceram de presenteá-la com diversos mimos em consideração aos anos de trabalho. Entre eles, o destaque fica para um colar de prata com um pingente no formato de uma caixinha de batatas fritas da lanchonete.

Em frente ao local, havia sido colocada uma placa anunciando a aposentadoria da funcionária e informando que os presentes ganhariam uma batata frita pequena no dia. Freia também poderá usufruir de refeições gratuitas no local, segundo informou o Daily Mail.

Por|Mari Dutra|Hypeness

Foto:Boston Globe via Getty Images

Fonte: http://www.olhardosul.com.br/a-emocionante-festa-de-despedida-da-mulher-com-sindrome-de-down-que-trabalhou-no-mcdonalds-por-32-anos/

Menina de 9 anos escreve livro sobre amiga com Down e emociona escola do DF

Milena Tavares, de 9 anos, se inspirou na amiga, Maria Eduarda, para contar uma história de inclusão de pessoas com deficiência

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 Maria Eduarda Rezende Cruz, de 11 anos, e Milena Tavares, de 9 anos, alunas da Escola Classe 305 Sul, dão uma lição de inclusão e amizade

Milena Tavares Barbosa tem apenas 9 anos, mas é dona de uma mente brilhante. Apesar da pouca idade, sobra talento e sensibilidade. Milena usou seus dons para escrever e emocionou pais, professores e alunos da Escola Classe 305 Sul nesta semana. A menina, que está no 4º ano do ensino fundamental, se inspirou na amiga, Maria Eduarda Rezende Cruz, 11, que nasceu com síndrome de Down, para escrever um livro e dar uma lição a muitos adultos sobre a inclusão de pessoas com deficiência.

Dedicada em sala de aula, Milena conta que a ideia de escrever surgiu enquanto era colega de turma de Maria Eduarda, no ano passado. “Eu percebia que às vezes a Duda não se entrosava muito com as pessoas da sala. Nem todos queriam dar o cuidado especial que ela precisa”, diz a garota em um primeiro momento, mas logo se apressa para detalhar o que quer dizer quando fala em “cuidado especial”. “É tratar ela bem, como uma pessoa normal. E dar a atenção que toda pessoa merece”, ensina.

Um pouco disso foi retratado por Milena nas páginas do livro intitulado A menina que realizou seus sonhos. Ali, a pequena conta a história de Tati, uma menina com síndrome de Down que não saía de casa por causa do preconceito. Mas que consegue superar essa barreira, entrar na escola e acaba descobrindo a beleza de ser diferente. A história é encerrada com chave de ouro. A protagonista se torna modelo e ensina uma lição preciosa ao leitor: nenhum sonho é impossível de ser alcançado.

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Sentada ao lado da amiga, Maria Eduarda, a musa inspiradora dessa história, escuta com atenção tudo o que Milena fala. Quando chega a sua vez de dar as próprias impressões sobre o conto, ela é só elogios à colega. “Eu gostei por que a Milena é minha amiga. Ela é uma pessoa maravilhosa e a gente brinca juntas”, conta Duda, que vez ou outra abraça Milena ao falar sobre a amizade das duas.

Na história, a personagem principal descobre que pode ser modelo, mas, na vida real, Duda quer outra coisa. “Quero ser cantora e doutora”, revela. Sonho que o pai, o servidor público Eduardo Barbosa, de 40 anos, se esforça para ver a filha realizar. Desde pequena a menina se dedica a atividades de estimulação no contra-turno das aulas regulares na escola. Dança, capoeira e tênis são as favoritas dela. “Desde pequena ela é estimulada a participar de atividades para que tenha o melhor desenvolvimento possível”, conta o Eduardo.

Dedicação familiar

É possível ver o resultado da dedicação da família no desempenho de Maria Eduarda. Ela se expressa bem, se locomove com facilidade e já sabe ler. O pai de Duda também credita as conquistas da filha à escola. Ele conta que tirou a menina de um colégio particular e teve uma grata surpresa ao ver que Maria Eduarda foi bem acolhida na rede pública de ensino. “Antigamente ela estudava em um colégio particular e não tinha o mesmo tratamento que tem na escola pública. Sinto que os professores e as crianças têm mais empenho em conviver com a diversidade”, comenta. “Eu vejo um futuro muito possível para a Duda, quero que ela termine o ensino médio, entre em uma faculdade, namore e trabalhe. Quero uma vida normal para ela”, idealiza o pai.

Já os planos de menina Milena podem ser realizados a curto prazo. Por enquanto, ela está focada em passar na seleção do Colégio Militar de Brasília (CMB). Dedicada, ela é uma das duas crianças enviadas neste semestre para o projeto que cuida de alunos com altas habilidades da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF). “A Milena é uma ótima aluna, tem um senso de responsabilidade muito grande e muita facilidade para escrever, por isso foi encaminhada para a turma de altas habilidades na área acadêmica”, explica a diretora da Escola Classe 305 Sul, Ana Karina Monteiro Gomes, que trabalha há 23 anos no colégio.

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Dedicada em sala de aula, Milena foi encaminhada para o programa da Secretaria de Educação do DF (SEDF) para trabalhar a alta habilidade em literatura

A partir do semestre que vem ela começa a frequentar aulas de português e literatura para aperfeiçoar a habilidade de escrever. A menina, que mora no Sol Nascente, estuda na escola modelo do Plano Piloto desde as séries iniciais. Ela mostra que não vai medir esforços para subir ainda mais degraus na educação.

O lançamento oficial do livro deve ser feito pelo colégio onde a dupla estuda, em outubro, com direito à sessão de autógrafos e dedicatórias para os colegas. Para os pais da menina fica o sentimento mais gratificante do mundo. “A Milena é um doce de criança. Não tenho palavras para expressar o orgulho que sentimos dela”, orgulha-se a mãe da menina, Lúcia Tavares da Silva, que também acompanha (e baba) de perto toda a evolução da prole.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/09/22/interna_cidadesdf,628244/menina-de-9-anos-escreve-livro-sobre-amiga-com-down-e-emociona-escola.shtml

Com síndrome de Down, adolescente publica livro em Florianópolis

A mãe de Luiz, Leuza Barros, diz que a convivência com a professora no processo de construção do livro deu resultados positivos, também, em casa
(Foto: Ed Soul/NSC TV)

Em Florianópolis, um estudante portador de síndrome de Down escreveu e publicou um livro. Na obra “Meu livro de contos”, de 32 páginas, Luiz Fernando Barros Fernandes, com o auxílio da professora, conta histórias e ilustra. As informações são do G1 de Santa Catarina.

A professora de educação especial na rede pública Sozi Vogel diz que o adolescente contava as histórias enquanto ela rascunhava e corrigia alguns erros, como o de conjunção verbal, por exemplo. Após isso, Fernando passava a limpo.

A mãe de Luiz, Leuza Barros, diz que a convivência com a professora no processo de construção do livro deu resultados positivos, também, em casa. Ela percebe que o filho está mais maduro.

Para Sozi, o principal objetivo do livro é motivar professores a descobrirem a habilidade dos alunos e crianças especiais a descobrirem a própria capacidade.

Redação O POVO Online 

Fonte: https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2017/09/com-sindrome-de-down-adolescente-publica-livro-em-florianopolis.html