O TEXTO QUE VOCÊ LERÁ A SEGUIR É DE ELITAN DAVID, CRIADOR DOS DAUZITOS.

 

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Ontem uma pessoa me perguntou por que eu criei os Dauzitos e a resposta veio na hora!

EU CRIEI OS DAUZITOS PORQUE ME CANSEI!!

1 – Cansei de ver crianças com Down sendo tratadas como coitadinhas. Elas não são coitadinhas! Elas têm um grande potencial, inclusive de mudar vidas! Sou um exemplo disso…

2 – Cansei de ouvir dizerem que crianças com Down são sempre carinhosas, sempre amantes de música, sempre prontas a ajudar etc etc etc. Isso não é verdade! Cada pessoa é única, tenha ela Down ou não!

3 – Cansei de ver a forma equivocada com que olham nossas crianças! Basta um olhar sem preconceitos para ver que são simplesmente… crianças!

4 – Cansei de ver pessoas com Down serem menosprezadas e até humilhadas por quem pouco ou nada sabe sobre sua condição.

5 – Eu criei os Dauzitos porque cansei de ver pessoas boas sendo preconceituosas pelo simples fato de não terem conhecimento sobre a Síndrome de Down!

6 – Porque cansei de ver muita gente desconhecer que pessoas com Down podem ser incríveis, como qualquer pessoa pode ser!

7 – Porque cansei de ver adultos com Down serem tratados como crianças, não importando o quão responsáveis e capazes eles possam ser!

8 – Cansei de ver seus direitos básicos desrespeitados, como por exemplo, o direito de amar e ser amado!

9 – Porque cansei de ver chamarem pessoas com Down de nomes errados e até insultuosos, às vezes até mesmo sem intenção…

Como creio que o preconceito só diminuirá se fizermos alguma coisa, entendi que deveria fazer a minha parte: levar informação por meio de personagens nascidos de um profundo amor!

Esses são alguns dos motivos que me levaram a criar os Dazitos. É minha pequena contribuição. Esses personagens têm um longo caminho pela frente e desejo de todo o coração que eles contribuam para que crianças e adultos com Down tenham a inclusão, o respeito e as oportunidades que merecem.

Tenho recebido tanto apoio de pessoas boas, também engajadas nessa luta pela inclusão! Acredito firmemente que, se todos fizermos um pouquinho, construiremos juntos um mundo melhor e mais inclusivo!

Abraço grande e inclusivo!

Elitan David

Prêmio Claudia reconhece o trabalho da primeira repórter brasileira com síndrome de Down

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Fernanda Honorato foi reconhecida na 22ª edição do Prêmio Claudia (Imagem: Mariana Pekin/Claudia)

Fernanda Honorato brilhou na noite de segunda-feira, 2, durante a 22ª edição do Prêmio Claudia. A jornalista é a primeira repórter com síndrome de Down do país e foi agraciada na categoria Trabalho Social. “Agradeço pela oportunidade e por colocarem uma mulher com deficiência intelectual em um prêmio tão importante”, declarou a comunicadora, que subiu ao palco emocionada pelo reconhecimento. A profissional concorreu com Gina Ponte, educadora que criou um projeto para ampliar o conhecimento dos alunos sobre o papel e a força da mulher, e Karine Vieira, assistente social que ajuda pessoas recém-egressas do sistema penitenciário a conseguir emprego.

Fernanda tem Marília Gabriela como musa inspiradora e sempre conta que quando criança brincava de entrevistar seus familiares. Em 2006, foi descoberta enquanto dançava em uma boate e passou a integrar o time do ‘Programa Especial’, da TV Brasil, tornando-se a primeira repórter com deficiência intelectual do país. “Gostaria de agradecer a pessoa que abriu a porta para mim e colocou uma pessoa com síndrome de down para ser repórter. Queria, também, dedicar o prêmio às outras candidatas. Se eu sou o que sou, devo às pessoas que acreditaram no meu sonho de romper barreiras”, disse. Fernanda acredita que o reconhecimento abre muitas oportunidades de informação e tecnologia para a inclusão de pessoas.

Em oito categorias, o Prêmio Claudia jogou luz no trabalho de diversas mulheres inspiradoras espalhadas pelo Brasil. A cerimônia teve apresentação de Eduardo Moscovis e revelou a atriz Taís Araújo como a grande homenageada. “Eu queria tanto que as crianças tivessem as mesmas oportunidades nesse país. Eu só acredito em mobilidade social através da educação. E quando eu fico firme com o meu filho e ele me desafia, eu falo para ele: ‘você vai cansar, porque eu sou incansável’. Para todos os trabalhos que vimos hoje aqui no palco, nós precisamos ser incansáveis”, afirmou a artista.

Além da entrega dos troféus e da homenagem, o Prêmio Claudia foi palco para divulgação do novo posicionamento da Revista Claudia, que chega neste mês às bancas com uma edição de manifesto sob o mote #EuTenhoDireito. Com a jornalista Ana Paula Padrão na direção do veículo, a marca do Grupo Abril passa a defender o direito que as mulheres têm de não ser julgada por suas escolhas. “A gente quer ser feliz e convida todo mundo para essa grande festa. A gente quer ser leve, livre e solta. Bota na cabeça e na ponta da língua #EuTenhoDireito e conte comigo e com Claudia para gritar sua escolha por aí”, escreveu Ana Paula na carta ao leitor da edição.

Fonte:http://portal.comunique-se.com.br/premio-claudia-reconhece-o-trabalho-da-primeira-reporter-brasileira-com-sindrome-de-down/

A emocionante festa de despedida da mulher com Síndrome de Down que trabalhou no McDonald’s por 32 anos

Já pensou passar mais de 30 anos trabalhando no mesmo lugar? Para alguns, a ideia soa irreal, enquanto para outras pessoas a estabilidade é praticamente um sonho. Para Freia David, que trabalhou em uma unidade do McDonald’s em Massachusetts (EUA) por 32 anos, não havia nada mais natural.

Freia tem Síndrome de Down e começou a trabalhar na lanchonete em 1984, durante um programa que visava incluir pessoas com problemas cognitivos no mercado de trabalho. Desde então, ela trabalha fritando e servindo batatas no local com uma animação invejável.

Recentemente, sua mãe notou que Freia estava começando a esquecer das coisas e pediu que ela se aposentasse. Ela se retirou do trabalho, mas não sem antes receber uma grande festa, com mais de 100 pessoas presentes.

Os colegas também não se esqueceram de presenteá-la com diversos mimos em consideração aos anos de trabalho. Entre eles, o destaque fica para um colar de prata com um pingente no formato de uma caixinha de batatas fritas da lanchonete.

Em frente ao local, havia sido colocada uma placa anunciando a aposentadoria da funcionária e informando que os presentes ganhariam uma batata frita pequena no dia. Freia também poderá usufruir de refeições gratuitas no local, segundo informou o Daily Mail.

Por|Mari Dutra|Hypeness

Foto:Boston Globe via Getty Images

Fonte: http://www.olhardosul.com.br/a-emocionante-festa-de-despedida-da-mulher-com-sindrome-de-down-que-trabalhou-no-mcdonalds-por-32-anos/

Menina de 9 anos escreve livro sobre amiga com Down e emociona escola do DF

Milena Tavares, de 9 anos, se inspirou na amiga, Maria Eduarda, para contar uma história de inclusão de pessoas com deficiência

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 Maria Eduarda Rezende Cruz, de 11 anos, e Milena Tavares, de 9 anos, alunas da Escola Classe 305 Sul, dão uma lição de inclusão e amizade

Milena Tavares Barbosa tem apenas 9 anos, mas é dona de uma mente brilhante. Apesar da pouca idade, sobra talento e sensibilidade. Milena usou seus dons para escrever e emocionou pais, professores e alunos da Escola Classe 305 Sul nesta semana. A menina, que está no 4º ano do ensino fundamental, se inspirou na amiga, Maria Eduarda Rezende Cruz, 11, que nasceu com síndrome de Down, para escrever um livro e dar uma lição a muitos adultos sobre a inclusão de pessoas com deficiência.

Dedicada em sala de aula, Milena conta que a ideia de escrever surgiu enquanto era colega de turma de Maria Eduarda, no ano passado. “Eu percebia que às vezes a Duda não se entrosava muito com as pessoas da sala. Nem todos queriam dar o cuidado especial que ela precisa”, diz a garota em um primeiro momento, mas logo se apressa para detalhar o que quer dizer quando fala em “cuidado especial”. “É tratar ela bem, como uma pessoa normal. E dar a atenção que toda pessoa merece”, ensina.

Um pouco disso foi retratado por Milena nas páginas do livro intitulado A menina que realizou seus sonhos. Ali, a pequena conta a história de Tati, uma menina com síndrome de Down que não saía de casa por causa do preconceito. Mas que consegue superar essa barreira, entrar na escola e acaba descobrindo a beleza de ser diferente. A história é encerrada com chave de ouro. A protagonista se torna modelo e ensina uma lição preciosa ao leitor: nenhum sonho é impossível de ser alcançado.

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Sentada ao lado da amiga, Maria Eduarda, a musa inspiradora dessa história, escuta com atenção tudo o que Milena fala. Quando chega a sua vez de dar as próprias impressões sobre o conto, ela é só elogios à colega. “Eu gostei por que a Milena é minha amiga. Ela é uma pessoa maravilhosa e a gente brinca juntas”, conta Duda, que vez ou outra abraça Milena ao falar sobre a amizade das duas.

Na história, a personagem principal descobre que pode ser modelo, mas, na vida real, Duda quer outra coisa. “Quero ser cantora e doutora”, revela. Sonho que o pai, o servidor público Eduardo Barbosa, de 40 anos, se esforça para ver a filha realizar. Desde pequena a menina se dedica a atividades de estimulação no contra-turno das aulas regulares na escola. Dança, capoeira e tênis são as favoritas dela. “Desde pequena ela é estimulada a participar de atividades para que tenha o melhor desenvolvimento possível”, conta o Eduardo.

Dedicação familiar

É possível ver o resultado da dedicação da família no desempenho de Maria Eduarda. Ela se expressa bem, se locomove com facilidade e já sabe ler. O pai de Duda também credita as conquistas da filha à escola. Ele conta que tirou a menina de um colégio particular e teve uma grata surpresa ao ver que Maria Eduarda foi bem acolhida na rede pública de ensino. “Antigamente ela estudava em um colégio particular e não tinha o mesmo tratamento que tem na escola pública. Sinto que os professores e as crianças têm mais empenho em conviver com a diversidade”, comenta. “Eu vejo um futuro muito possível para a Duda, quero que ela termine o ensino médio, entre em uma faculdade, namore e trabalhe. Quero uma vida normal para ela”, idealiza o pai.

Já os planos de menina Milena podem ser realizados a curto prazo. Por enquanto, ela está focada em passar na seleção do Colégio Militar de Brasília (CMB). Dedicada, ela é uma das duas crianças enviadas neste semestre para o projeto que cuida de alunos com altas habilidades da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF). “A Milena é uma ótima aluna, tem um senso de responsabilidade muito grande e muita facilidade para escrever, por isso foi encaminhada para a turma de altas habilidades na área acadêmica”, explica a diretora da Escola Classe 305 Sul, Ana Karina Monteiro Gomes, que trabalha há 23 anos no colégio.

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Dedicada em sala de aula, Milena foi encaminhada para o programa da Secretaria de Educação do DF (SEDF) para trabalhar a alta habilidade em literatura

A partir do semestre que vem ela começa a frequentar aulas de português e literatura para aperfeiçoar a habilidade de escrever. A menina, que mora no Sol Nascente, estuda na escola modelo do Plano Piloto desde as séries iniciais. Ela mostra que não vai medir esforços para subir ainda mais degraus na educação.

O lançamento oficial do livro deve ser feito pelo colégio onde a dupla estuda, em outubro, com direito à sessão de autógrafos e dedicatórias para os colegas. Para os pais da menina fica o sentimento mais gratificante do mundo. “A Milena é um doce de criança. Não tenho palavras para expressar o orgulho que sentimos dela”, orgulha-se a mãe da menina, Lúcia Tavares da Silva, que também acompanha (e baba) de perto toda a evolução da prole.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/09/22/interna_cidadesdf,628244/menina-de-9-anos-escreve-livro-sobre-amiga-com-down-e-emociona-escola.shtml

Com síndrome de Down, adolescente publica livro em Florianópolis

A mãe de Luiz, Leuza Barros, diz que a convivência com a professora no processo de construção do livro deu resultados positivos, também, em casa
(Foto: Ed Soul/NSC TV)

Em Florianópolis, um estudante portador de síndrome de Down escreveu e publicou um livro. Na obra “Meu livro de contos”, de 32 páginas, Luiz Fernando Barros Fernandes, com o auxílio da professora, conta histórias e ilustra. As informações são do G1 de Santa Catarina.

A professora de educação especial na rede pública Sozi Vogel diz que o adolescente contava as histórias enquanto ela rascunhava e corrigia alguns erros, como o de conjunção verbal, por exemplo. Após isso, Fernando passava a limpo.

A mãe de Luiz, Leuza Barros, diz que a convivência com a professora no processo de construção do livro deu resultados positivos, também, em casa. Ela percebe que o filho está mais maduro.

Para Sozi, o principal objetivo do livro é motivar professores a descobrirem a habilidade dos alunos e crianças especiais a descobrirem a própria capacidade.

Redação O POVO Online 

Fonte: https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2017/09/com-sindrome-de-down-adolescente-publica-livro-em-florianopolis.html

SP ganha café inclusivo tocado por pessoas com síndrome de Down

O Chefs Especiais Café, em São Paulo terá renda revertida para iniciativas igualmente inclusivas.

Se, desde que o Masterchef e programas gastronômicos se popularizaram, é comum pensarmos só em comidas incríveis quando ouvimos o termo “chef especial”, a mais nova cafeteria de São Paulo, a Chefs Especiais Café, vai mudar essa noção.

Isso porque o “especiais” do nome se refere a algo maravilhoso: este será o primeiro estabelecimento do ramo a ser comandado por pessoas com síndrome de Down.

 

Inspirado em um café semelhante na capital da Irlanda, Dublin, o local surgiu pela iniciativa de muitas pessoas juntas – dentre elas Rodrigo Botoni, que participou do filme “Colegas” – com o auxílio do Instituto Chefs Especiais, que integra pessoas com síndrome de Down na sociedade através da gastronomia.

O local conta com uma decoração bastante despojada. Conforme explica uma das gestoras do instituto, Simone Berti, em entrevista à Folha de S. Paulo, a ideia é diminuir a noção de que as pessoas com síndrome de Down são “coitadinhos, incapazes”.

No café, a maior parte dos alimentos será produzido por pessoas com Down – e a renda, revertida para outras iniciativas tão inclusivas quanto esta.

“Pessoas com Down têm possibilidade de fazer tudo”, diz ainda Simone. “O que falta a elas é oportunidade”.

O Chefs Especiais Café fica na Rua Augusta, 2559, em São Paulo. Vale a visita!

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/sp-ganha-cafe-inclusivo-tocado-por-pessoas-com-sindrome-de-down/

Turma do Dauzito: Quadrinhos pela inclusão

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na horizontal. Nela estão a pequena Ana Luíza e seu pai, o artista Elitan. Eles estão abraçados e ambos sorriem. Fim da descrição.
Elitan e sua filha Ana Luíza, que inspirou a Turma do Dauzito (Foto: Divulgação)

 

Há alguns anos, o artista mineiro Elitan David foi surpreendido pelo destino ao receber em seus braços uma filha com síndrome de Down. Como acontece na maioria dos casos, a notícia foi dada de forma equivocada, causando muita preocupação e um certo sofrimento. No entanto, a princesa Ana Luíza sempre foi motivo de muito amor, felicidade e alegria para toda a família.

Ao perceber que o sofrimento que sentiu poderia ter sido minimizado se tivesse tido acesso a informação adequada, ele teve um insight de utilizar seus conhecimentos para ajudar no processo de informação e inclusão.

Foi assim que, enquanto procurava incluir sua filha nas escolas convencionais, e lutava com as dificuldades inerentes a este processo, ele viu a necessidade de criar a Turma do Dauzito, um grupo de personagens que servem à causa da inclusão, visando dar voz, de forma lúdica e leve, a esse tema que se tornara vital para ele e sua família.

Descrição da imagem #PraCegoVer: As imagens estão no formato retangular, na horizontal. Nela estão os personagens Dauzito Guto, Ana Dauzita e Uruda. Fim da descrição.
Os personagens da Turma do Dauzito (Imagens: Reprodução)

 

A Turma do Dauzito trilha dois caminhos principais: O primeiro é o de desmistificar e trazer luz sobre temas tais como inclusão, síndrome de Down e deficiência, mostrando à sociedade o grande erro que se esconde por trás da discriminação e do preconceito.

O segundo caminho visa levar informação aos pais e mães que sofrem mais do que deviam ao lado de seus filhos.

A diversão e o lúdico é visto pelo criador dos personagens como uma forma muito eficiente de quebrar barreiras e entregar mensagens importantes.

Os três primeiros personagens são o garoto Dauzito Guto e a garota Ana Dauzita, além de um simpático alienígena chamado Uruda.

Além  desses  três, Elitan está preparando personagens jovens e adultos. Há também um núcleo do mal, com personagens que tipificam o preconceito e o bullying, por exemplo.

 

fonte: http://www.acesseportal.com.br/2017/05/30/turma-do-dauzito-quadrinhos-pela-inclusao/