Vocalista do Aerosmith ‘faz o dia’ de fã com síndrome de Down que o encontrou por acaso

AEROSMITH E DAUZITO

 

O canadense Anthony Yorfido, 24 anos, é um grande fã da banda norte-americana Aerosmith.

Imagine a tristeza dele ao não conseguir ingressos para os shows que o vocalista Steven Tyler faria em Niagara Falls, perto de sua cidade, Welland, já que todos os tíquetes estavam esgotados.

Agora, imagine a ALEGRIA de Yorfido ao:

– encontrar Tyler em uma loja de materiais ortopédicos em Niagara Falls
– receber um abraço caloroso do ídolo
– ser convidado para um show, com acesso aos bastidores
– ser mencionado durante o show – “Anthony está aqui!” – e ser convidado a tocar maracas no palco

Yorfido, que tem síndrome de Down, estava com a mãe, Diane Yorfido, quando ambos avistaram Tyler. Em entrevista ao Niagara Falls Review, Diane diz ter reconhecido o cantor, mas não lembrava o nome. Já o filho não hesitou nem um pouco: “Meu Deus! Steven Tyler, é você?”

Em seguida, Yorfido correu em direção a Tyler para lhe dar um abraço. Emocionado, o vocalista o abraçou de volta e perguntou se eles iriam ao show naquele 31 de março.

Segundo Diane, ela lamentou não terem conseguido os ingressos, e Tyler respondeu: “Ah, não se preocupem, vocês vão comigo. Vou dar acesso ao backstage para vocês.”

Por estar trabalhando, a mãe não pôde ir ao show com Yorfido, que foi acompanhado por seu instrutor de dança e pelo namorado de Diane.

Para a grande surpresa do rapaz, o vocalista do Aeorosmith o chamou para o palco antes de cantar Sweet Emotion e o convidou para tocar maracas. O encontro emocionante foi registrado em vídeo:

Ao mesmo tempo, o telefone de Diane era inundado por imagens do show. “É o seu filho no palco?”

No dia seguinte, Yorfido descreveu para ela as emoções que viveu. “Meu Deus, mãe.” Segundo Diane, ele chorou ao mostrar o set list, e estava muito empolgado. “Isso é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.”

Diane diz que Tyler chegou a falar para o filho que não tinha ido à loja para comprar um colete de correção ortopédica, mas sim para conhecer seu novo amigo, Anthony. “Comecei a chorar quando ouvi isso. Foi tão agradável.”

 

Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br/geral/NOTICIA/gente-boa-vocalista-do-aerosmith-faz-o-dia-de-fa-com-sindrome-de-down-que-o-encontrou-por-acaso-video/

TIRINHAS DUBLADAS!

Ei, pessoal!

Atendendo a pedidos, vamos começar a postar estas tirinhas dubladas do Dauzito. Elas trazem mensagens de amor e inclusão. Mande para seus amigos. Basta clicar nessa setinha logo aqui abaixo. Ajude a divulgar esta mensagem e estaremos construindo um mundo melhor!

Jovem de MS nota ‘avanço’ no irmão com Down após produção de filme

Jovem de MS nota 'avanço' no irmão com Down após produção de filme

Mohamed é o caçula da família Sokem Dalloul (Foto: Dayana Sokem Dalloul/ Arquivo Pessoal)

 

“Sempre ouvi das pessoas que as coisas mais bonitas que escrevo são sobre ele e eu tenho certeza, porque ele é a coisa mais bonita que já me aconteceu”, foi assim que a campo-grandense Dayana Sokem Dalloul, de 22 anos, descreveu o protagonista do seu documentário, o irmão Mohamed Blal Sokem Dalloul, de 18 anos. A cineasta produziu um filme sobre a luta do irmão que tem Síndrome de Down para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

“Com certeza um dos objetivos foi quebrar o preconceito. Um dos objetivos foi mostrar para as pessoas que isso não é uma coisa ruim, não é uma doença, não é algo que você tem que temer quando vai pensar em ter um filho. É algo que só traz ensinamento. É difícil sim, mas é sim uma grande oportunidade de aprendizado. Me sinto honrada em ter um irmão com Síndrome de Down”, afirmou Dayana

A jovem se formou em cinema, em julho de 2015, mas o filme só foi disponibilizado seis meses depois porque Dayana queria que a história do irmão fosse o mais acessível possível com legenda em libras e audio descrição. Além do trabalho lhe render nota 10, também ajudou no avanço da desenvoltura de Mohamed que participou de cada detalhe.

Veja o filme aqui: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2016/01/jovem-de-ms-nota-avanco-no-irmao-com-down-apos-producao-de-filme.html

“Meu irmão sempre foi muito desenvolvido e muito estimulado em casa. Só que eu sinto que o filme fez com que nos empenhássemos ainda mais na síndrome. Notei muito mais o desenvolvimento dele porque passei mais tempo próxima e ficava atenta a tudo que ele fazia. Percebi que ele foi aprendendo a falar coisas que antes não sabia falar, ele foi desenvolvendo senso crítico de tudo o que estava ao redor. Fiquei muito impressionada e sinto que o filme ajudou nisso, foi um grande passo na vida dele”, falou Dayana.

A cineasta contou ao G1 que ficou muito emocionada no final da apresentação do TCC por causa da presença da família, mas em especial, pelo reconhecimento do irmão que disse: “Day, muito obrigada! Eu amei o meu filme! Obrigada por ter feito o meu filme!”.

“Foi incrível, foi melhor do que as considerações dos professores, do que qualquer coisa!”, disse emocionada. A jovem disse que fica arrepiada só de lembrar do momento. Além disso, o alívio de não ter invadido a privacidade de Mohamed, que ficou muito feliz com o documentário.

De acordo com a campo-grandense, foi por meio da decisão de mostrar a história do irmão e da família que aprofundou ainda mais o conhecimento sobre a síndrome. O conhecimento era apenas superficial, pois a mãe sempre procurou os melhores profissionais para atender o caçula.

“Quando ele nasceu, eu ainda não compreendia muita coisa, mas sempre fui interessada. Minha mãe sempre leu muito e procurou os melhores profissionais, desde o nascimento dele”, lembrou.

Durante a produção do curta-metragem, Dayana se deparou com várias dificuldades em realizar um projeto como documentário, mas os obstáculos contribuíram para seu crescimento, além de criar coisas boas para a família. “Conheci instituições, cineastas especialistas em deficiência e atores deficientes. Foi maravilhoso!”, completou.

Apesar dos elogios de pessoas próximas, a cineasta não imaginava a repercussão que o documentário geraria. “Pessoas me falaram que não sabiam nada sobre a síndrome de down, mas que depois do meu filme quiseram entender melhor”, pontuou.

O filme que já estava concluído, mas ainda não tinha sido lançado. Foram seis meses para ficar visível para o público. O documentário foi lançado com legenda, libras e áudio descrição, e já atingiu 2 mil visualizações no canal do Youtube.

A exigência pela acessibilidade ao documentário ganhou força depois de Dayana assistir à palestra da escritora Cláudia Werneck, que contou sobre a luta pela acessibilidade em seu livro. Além disso, um dos pilares principais do filme é a inclusão social. “Essa luta pela quebra de preconceito, pela inclusão social, foi justamente pensando nisso, na inclusão que eu quis fazer um filme acessível”, finalizou.

 

Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2016/01/jovem-de-ms-nota-avanco-no-irmao-com-down-apos-producao-de-filme.html

1º Encontro Nacional sobre Inclusão

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Acontecerá no dia 23 de janeiro, em São Paulo, o 1º Encontro Nacional sobre Inclusão que tem como objetivo a união de projetos existentes no Brasil,com foco na inclusão, conhecimento, quebra de barreiras, entretenimento e a conquista de direitos junto a sociedade.

Para mais informações acesse: https://www.facebook.com/Todos-Somos-1-853062991476865/?fref=photo

Campanha Contagiemos Valores traz atriz com Síndrome de Down

“Contagiemos Valores” são vários curtas realizado pela COMIPAZ (Comitê Interreligioso pela Paz), Argentina, que busca resgatar e fortalecer, nos dias de hoje, valores como a amizade, o respeito, a igualdade e a cortesia.

Neste, em especial, temos a participação de uma jovem atriz, Noelia González que protagoniza a história.

E você? O que achou? Vamos contagiar o mundo com mais amizade, respeito, igualdade e cortesia?

Sofi Amistad Contagiemos Valores Comipaz from daniel arceri on Vimeo.

Prefeito sanciona lei de teste de detecção de síndrome de Down

Essa lei pode ser um importante passo para que os pais e familiares tenham o direito a informação de qualidade para receber com segurança os seus dauzitos.

Beijos do Dauzito!

 

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O prefeito Gustavo Fruet sancionou na tarde desta terça-feira (15) a lei que estabelece a realização do chamado teste de cariótipo para detecção da síndrome de Down nas maternidades públicas da cidade. O projeto é pioneiro no Brasil e será construído em parceria com o Hospital das Clínicas, Associação Reviver Down e o médico geneticista, coordenador nacional de prevenção e saúde da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), Rui Pilotto.

Antes de entrar em vigor, será feito um protocolo clínico para a aplicação nas seis maternidades que atendem pelo Serviço Único de Saúde (SUS).

“Importante incluirmos na pauta oficial de Curitiba este tema que é tão sensível e que traz tantas complicações. Vamos trabalhar com cautela, fazer todos os ajustes para que essa lei, de autoria do vereador Felipe Braga Cortês, seja tratada de forma responsável para se tornar um legado para a cidade”, disse o prefeito Gustavo Fruet.

O secretário municipal de Saúde, Cesar Monte Serrat Titton, diz que a sistematização envolverá toda a rede municipal até a construção do protocolo e a definição do fluxo operacional do exame.

“Temos hoje o Hospital de Clínicas que é uma referência na área e já demonstra disposição de ampliar a melhora do fluxo do exame e da confirmação em paralelo com os cuidados de comunicação para a família”, disse Titton.

Ele ainda destaca que a estratégia é inédita no Brasil e será construída de forma escalonada. “Precisamos pensar em vários critérios para estruturar a operacionalização em parceria com as instituições parceiras, pois não temos nenhuma referência para se espelhar no processo de operacionalização da lei. É uma estratégia nova que será aplicada e implementada com base em outros referenciais e modelos de atenção do mundo”, concluiu o secretário.

A partir da definição e funcionamento do protocolo para a realização do teste, que deve iniciar no primeiro semestre de 2016, haverá uma garantia de respeito aos direitos das crianças com Down e seus familiares, atendidos pelo SUS.

Participaram do ato de assinatura o secretário municipal de Governo, Ricardo Mac Donald Ghisi, o vereador Felipe Braga Cortês e representantes da associação Reviver Down.

Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/420357/prefeito-sanciona-lei-de-teste-de-deteccao-de-sindrome-de-down

Jovem com síndrome de Down conclui curso e tira 10 em TCC no RS

Jovem com síndrome de Down conclui curso e tira 10 em TCC no RS

Gabriel apresentou seu trabalho de conclusão de curso em Pelotas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O estudante de teatro Gabriel Almeida Nogueira, de 27 anos, fez história na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ao defender o seu trabalho de conclusão de curso (TCC). Ele se tornou o primeiro aluno com síndrome de Down a graduar-se na instituição do Sul do Rio Grande do Sul. Na apresentação, realizada na quarta-feira (9), o acadêmico encenou um trecho de “Hamlet”, de William Shakespeare.

“Ser ou não ser?”, questiona a famosa passagem da peça escrita há quatro séculos. Gabriel decidiu ser. E sua escolha foi agraciada pela banca avaliadora com a nota máxima: dez.

O jovem defendeu o trabalho nomeado “Oficina de Teatro Down: Todos Somos Capazes de Fazer Tudo”. Após a apresentação de Hamlet, Gabriel chamou os integrantes do projeto Novos Caminhos, onde fez estágio e pesquisa, para participar de uma atividade teatral.

Para ele, as brincadeiras e jogos que promoveu com seus alunos proporcionaram crescimento mútuo. “Ao mesmo tempo em que eles aprenderam comigo, eu aprendi muito com eles”, conta ao G1.

A professora Denise Bussoletti, que orientou o aluno durante o trabalho, diz que a conquista de Gabriel é um marco para a UFPel. Segundo Denise, professores como ele evidenciam as necessidades de refletir sobre os métodos da educação, códigos e maneiras de ensinar.

“Esse trabalho é um começo. É absolutamente inovador, não só na universidade, mas além”, observa a docente.

A mãe Josiane Almeida diz que a graduação foi fundamental na integração e independência do filho. Ela conta que ele sempre buscou se envolver com as atividades acadêmicas, realizando estágios e participando de bolsas de pesquisa. E relata ainda que a escolha de Gabriel pelo curso ocorreu da maneira natural.

“Ele sempre gostou muito de palco, teatro, cinema, apresentações. Desde pequeno, a gente via isso nele. No último ano do ensino médio, quando ele teve que escolher um caminho, ele disse: ‘quero teatro’. Não teve dúvidas”, conta a mãe.

Questionada sobre a sensação de ver o filho apresentar o trabalho final e receber nota dez, a mãe de Gabriel diz que não conseguiu conter as lágrimas. “Foi demais. Superou todas as expectativas. Emoção sem descrição”.

Desempenho e trabalho elogiados
A apresentação do TCC reuniu familiares, amigos, professores e colegas. A banca destacou a frequência e a assiduidade do estudante nas aulas e atividades. O engajamento e comprometimento também foram elogiados, além do próprio conteúdo do trabalho.

Presente na banca, a professora Fabiane Tejada abordou a trajetória de Gabriel, que conhece desde criança. “Ele tem características fundamentais ao professor de teatro: sensibilidade, respeito, disciplina e capacidade de conviver em grupo. Será um ótimo professor”, diz.

Para Vagner Vargas, ator e doutorando em Educação na UFPel, a apresentação teatral de Gabriel na defesa do TCC demonstrou coragem, igualdade e inovação. “Há o olhar de uma pessoa que vive um processo, dando aula para outras pessoas na mesma condição. É um exemplo único e inovador”, pontua.

Gabriel diz se sentir feliz e emocionado. Seu desempenho é espelho para outros portadores de necessidades especiais se inspirarem. O fim de uma etapa significa o início de uma nova trajetória. Agora, Gabriel já faz planos para o futuro.

“Recebi propostas e estou pensando. Fui convidado para dar aula de dança e fiquei sabendo que o pessoal do cinema está de olho em mim. Mas o que eu quero mesmo é teatro”, conta orgulhoso por alcançar o objetivo de ser quem é. (sic)

Fonte: g1.globo.com

Fonte2: http://ceesd.org.br/jovem-com-sindrome-de-down-conclui-curso-e-tira-10-em-tcc-no-rs/

Lei proíbe diferença de mensalidade para alunos com deficiência

Uma lei importante que vai começar a valer em 2016. A educação é um direito de todas as crianças. Beijos dos Dauzitos!

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A partir de 2016, todas as escolas brasileiras vão ter que receber estudantes com deficiência – e não vão poder cobrar nada a mais dos pais. Isso já é lei, mas ainda provoca polêmica.

A insistência tem sido a arma de Kátia. Ela tem um filho com Síndrome de Down e diz que sempre enfrentou muita resistência na hora de matricular o menino em escolas particulares.

“Eu conversava com a recepcionista: ‘então, eu tenho um filho com 7 anos, ele precisa ir pro ensino fundamental e eu gostaria de uma vaga na sua escola’. A recepcionista: ‘claro, vai ser um prazer’. Aí quando eu viro e falo assim, ‘mas o meu filho é uma criança inclusiva’. ‘Ah sei, inclusiva?’ – o tom da conversa muda”, contou Kátia Silveira.

Kátia diz que, para conseguir a vaga, já teve que prometer que contrataria uma auxiliar para ir às aulas com o menino.

“Ele vai ter uma moça que vai acompanhá-lo, vai auxiliá-lo no banheiro, na hora do lanche, da educação física. A única coisa que a senhora vai ter que fazer é arranjar uma mesinha para a estagiária ficar do lado dele”, lembrou Kátia.

A Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência entra em vigor em janeiro de 2016. Ela proíbe que as escolas particulares cobrem a mais dos pais de alunos com deficiência. Esse tipo de prática vai ser tratado como crime de discriminação.

A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal alegando que parte da lei fere a Constituição e pediu a suspensão da validade da regra.

“Está errado quando ela tira a responsabilidade do Estado e joga em cima da escola particular ou daqueles que frequentam a escola particular e vão pagar o sobrecusto, que não é pequeno. “Não existe almoço de graça” – esse é o ditado. O que que é preço? Preço é o custo dividido pelo número de pagantes. Evidentemente que, se a farinha de trigo sobe, o pão vai subir pra todo mundo. É o custo – ou a escola vai falir?”, questionou Roberto Dornas, representante das escolas particulares.

Especialistas em aprendizagem dizem que o importante é discutir modelos de educação inclusiva no país.

“A educação inclusiva é um movimento mundial, porque não é do Brasil, cuja intenção é provocar a transformação do próprio sistema educacional, que sempre foi um problema.
Ela põe em xeque porque ela diz: “A educação não é pra todos? E ela está chegando a todos?”, afirmou Rosa Maria Corrêa, coordenação do Núcleo de Inclusão PUC-MG.

 

Fonte: http://glo.bo/1OppFgQ

O que ensinar ao seu filho sobre o amigo com Síndrome de Down?

Quantas vezes nós vemos que alguns pais ficam desconcertados, sem saber como falar com seus filhos sobre a síndrome de down de algum amiguinho.
Normalmente o que falta a eles é o preparo para tratar desse assunto.
Por isso achamos importante divulgar este texo.
Beijos dos Dauzitos!

Por: Mãe do Bruno

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Tenho certeza que essa é uma dúvida de muitos pais, já que a criança de até uns 10 anos (a depender do seu contexto social) ainda não tem a clara noção da diversidade humana que a cerca. Na verdade eu me coloco no lugar desses pais, e vejo que se não tivesse o Bruno, também teria uma interrogação.

Suponhamos que seu filho tenha um parente, ou amigo na escola, com síndrome de Down. Não sei como você encara essa ideia, mas tenha certeza que ter amizade com uma criança com qualquer tipo de deficiência é muito bom para as duas crianças. Seu filho terá a oportunidade de saber lidar com a diversidade e ser uma pessoa melhor, e você pode facilitar isso.

Mas o que dizer sobre a síndrome? Bom, enquanto ele não perguntar nada, relaxe, você também não precisa explicar. Deixe que a coisa flua. E aqui eu faço o meu primeiro pedido: aja o mais naturalmente possível, por mais que a situação não seja tão natural nem mesmo para você (por desconhecimento e inexperiência). O seu exemplo de como reagir perante o meu filho vai funcionar como um espelho para o seu filho, então, por favor, não demonstre pena, e independentemente das suas expectativas quanto à nossa reação, aja diante de nós da mesma forma como você agiria junto a qualquer mãe com qualquer filho.

Depois vai chegar um momento em que seu filho vai perguntar algo, ou fazer uma observação do tipo “nossa, o Bruno (por exemplo) já tem três anos e não sabe falar quase nada!”. E aqui estou supondo que seu filho é do tipo “sutil” (rs…), porque também existe uma grande possibilidade dele dizer algo bem alto e brutal, no meio de uma brincadeira com a galera toda, do tipo: “pula a vez do Bruno porque ele não vai entender mesmo”. Ai. Calma. Neste momento não vai ser legal você simplesmente me pedir desculpas e arrastar seu filho para longe. Pode parecer a maior malcriação da tarde, mas arrisco dizer que provavelmente seu filho não disse isso por maldade. Apesar de não ser nada delicado, lá pelos seis ou sete anos, especialmente os meninos, são muito objetivos, ao contrário das meninas, que são muito mais sensíveis.

Pois bem, vá em frente e aproveite o momento para uma intervenção feliz, e por favor, não faça a cena parecer mais grave do que é (nem menos). Diga, por exemplo: “ei, ele está brincando junto, e caso não consiga fazer, nós vamos ajudá-lo, certo? Tenho certeza que ele vai aprender”. Ah, e tem um detalhe: nem pense em deixar o garoto com síndrome de Down como “café-com-leite” na brincadeira, ok? E se você for a mãe desse garoto meio rude que propôs deixar a criança com síndrome de Down de fora da brincadeira, e quiser ir mais a fundo numa conversa sobre respeito, deixe para quando chegar em casa. Então, se for o caso, explique que o amigo tem, sim, uma certa dificuldade para aprender ALGUMAS coisas, mas que sempre consegue aprender, mesmo que pareça demorar um pouco mais. Independente deste amigo não responder da forma que a gente espera, ainda assim é muito importante tratá-lo como às demais pessoas.

Isso também é bem importante: use o que eles têm em comum – estão na mesma turma da escola, gostam de jogar bola, assistir TV, que ambos ficam contentes quando aprendem algo novo… etc… e citar outros exemplos de diferenças também pode ajudar a criança a entender esse novo contexto que se apresenta: “em nossos passeios, na escola, na igreja, em vários lugares você pode perceber que algumas pessoas são diferentes das outras, isso porque NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM neste mundo, e isso é o que tem de mais gostoso – todos os seus amigos são diferentes, seja na cor, no tamanho, na aparência ou no comportamento!”.

Jamais diga ao seu filho que a síndrome de Down é uma doença. Se você achar necessário nomeá-la, diga simplesmente que é uma característica que algumas pessoas possuem, da mesma forma que cada um nasceu de um jeito ou de outro – com os olhos verdes ou castanhos, com o cabelo liso ou enrolado, com habilidade de nadar ou de fazer contas, com talento para música ou para esporte, com alguma alergia, etc…

Tenho percebido que uma das diferenças que as crianças mais notam no Bruno (e nas demais crianças com síndrome de Down) é a dificuldade da fala. Pois bem, se possível, deixe claro para o seu filho que mesmo não sabendo falar muita coisa ainda, essas crianças são capazes de ENTENDER tudo, e que só porque não falam, não significa que eles não ouvem.

Para encerrar, não espere a escola abordar com seu filho a importância da tolerância, do respeito e da amizade. Esses valores começam em casa, e irão ajudá-lo nas mais diversas situações, por toda a vida. Como sugestão, use histórias infantis, por exemplo as fábulas escritas pela professora Débora Seabra, que por sinal tem síndrome de Down. Ela lançou um livro de fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo, usando animais de uma fazenda como protagonistas.

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